segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Deixa eu ficar?

___Deixa eu ficar?
___ Deixo.
___ Deixa mesmo?
___ Deixo sim.
___ Então deixa.


Terminamos de ler A Bolsa Amarela hoje. Terminou assim, de um jeito triste. Eu não gosto de terminar meus livros favoritos. Gosto de ficar gestando, gestando, colhendo cada palavra devagar, um pouquinho a cada dia... Sinto que para a Laís também foi assim: “O que vai acontecer com a Raquel agora?” “O livro acabou aqui, filha, o resto é com você..." “Mas eu não sei...” E depois de um papo sobre como conheci a Bojunga, pelas mãos da professora Leile, na quinta série do Educandário Madre Guell, ela e eu chegamos a conclusão de que não vamos deixar nossa vontade de escrever crescer nem engordar. A gente vai escrever e pronto! Porque os livros se escrevem aqui, na nossa cabeça, não precisamos de caderno, papel... A gente imagina e pronto! O livro se escreve. Pena que nem todo mundo pense assim. E para as férias, planejamos muitas idas à biblioteca.

sábado, 31 de agosto de 2013

Observadora atenta

A caixa que embalava minhas encomendas virou uma casa, um capacete de bombeiro e, depois de toda furadinha com lápis de cor, uma caverna repleta de icebergs. Pecado pedir que elas parem para fazer o trabalho de casa. Não pedi, recolhi-me ao posto de observadora atenta. Não quero mais ser aquela que impede, tolhe, ordena, julga... Quero ser aquela que ajuda, atende, acolhe e ama. E mais nada. Recolho-me às insignificâncias da minha humilde função: ser mãe, ainda que o cargo me custe uma casa desarrumada (indigna de visitas mais exigentes), um relógio biológico onde se marcam um sem-número de noites mal dormidas, um cabelo por pintar, uma perna por depilar ou um outro curso de pós graduação por começar. Não procuro reconhecimento futuro, virtudes acadêmicas... Apenas dois rostinhos que me fitem, ao final do dia, cansados de muitas e muitas invencionices...

 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Aprendendo a ler em casa

Não publiquei aqui ainda o diário da coqueluche e suas complicações porque fui postando no facebook, dia a dia e compilei tudo no outro blog.


Por estarem todo este tempo fora escola (a doença começou no meio de fevereiro) tenho tentado compensar para que elas não desacostumem de estudar e para atender ao pedido da Laís para que eu a ensinasse a ler. Faço as atividades em qualquer lugar, preciso apenas de cadernos e lápis. Parlendas, músicas e  histórias são o material que elas já guardam na cabeça e servem de eixo para as descobertas. Ontem elas conseguiram reconhecer o primeiro valor sonoro, numa discussão acerca de como começava a palavra BRAVA. Para Ísis começava com B de Bernardo e para Laís, com A. Ninguém chegou a conclusão nenhuma, mas eu vi como faz diferença um trabalho sistemático, mesmo que feito assim, na sala de espera dos consultórios, no carro ou nos quartos de hospital. Na lista com os nomes das princesas, já incluí pares começados com a mesma letra. As intervenções ainda estão na fase da informação, mas aos poucos as perguntas vão se anunciando, devagar...  Hoje mesmo peguei as duas sentadas na minha cama, caderno na mão, lendo com o dedinho a parlenda do 1, 2 feijão com arroz. Para uma professora alfabetizadora, é um momento que não tem preço...

Os números eu deixei com a série Umizoomi e aproveito a vontade que elas têm de falar ao telefone (principalmente com os avós) para incentivar que elas liguem sozinhas. Outro dia acordaram o avô às sete da manhã, em pleno domingo...

domingo, 10 de março de 2013

Remédio que não acaba mais...


Pra você que pensa que os idosos é que tomam muito remédio, olha a rotina aqui em casa!

HORÁRIO DOS MEDICAMENTOS

HORA
LAÍS
ÍSIS
6 :00
ZINNAT  5 ML
BRONCO VAXXON
1 SACHÊ EM JEJUM
6:30
BAMBAIR 5 ML

BAMBAIR 10 ML
7:00
CETOTIFENO 5 ML

CETOTIFENO 5 ML
7:30
ACETILCISTEÍNA
5 ML


7:30
LAVAR  NARIZ + SPRAY BUSONID (1 JATO EM CADA NARINA)
LAVAR  NARIZ + SPRAY BUSONID (1 JATO EM CADA NARINA)


7:30
NEBULIZAÇÃO COM 3 ML DE SORO + ½ FLACONETE DE CLENIL A + ½ FLACONETE DE
FLUIBRON A

NEBULIZAÇÃO COM 3 ML DE SORO + ½ FLACONETE DE CLENIL A

12:00
LAVAR NARIZ
LAVAR NARIZ

14:00

ACETILCISTEÍNA
5 ML

15:00
LAVAR NARIZ
LAVAR NARIZ

17:30
ZINNAT  5 ML



18:00
1 SACHÊ DE MONTELAIR DISSOLVIDO NA 1ª COLHER DO JANTAR
1 SACHÊ DE MONTELAIR DISSOLVIDO NA 1ª COLHER DO JANTAR

18:30
CETOTIFENO 5 ML
CETOTIFENO 5 ML


19:00
LAVAR  NARIZ + SPRAY BUSONID (1 JATO EM CADA NARINA)
LAVAR  NARIZ + SPRAY BUSONID (1 JATO EM CADA NARINA)

19:30
NEBULIZAÇÃO COM 3 ML DE SORO + ½ FLACONETE DE CLENIL A
NEBULIZAÇÃO COM 3 ML DE SORO + ½ FLACONETE DE CLENIL A
20:00
ACETILCISTEÍNA
5 ML


TODOS OS REMÉDIOS ESTÃO NA CESTA VERDE PEQUENA

SE PRECISAR, NEBULIZAR A LAÍS COM SORO + 10 GOTAS DE MUCOSOLVAN

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Cada hora tem a sua coisa...

Quem acompanha o meu blog sabe que minhas filhas nasceram prematuras, com 31 semanas, todas duas com menos de dois quilos e a Ísis, com dificuldade respiratória. Já narrei antes que elas demoraram para sentar, engatinhar, andar, falar, tirar a fralda e... eu pensava que tinha me livrado de estresses deste tipo, das cobranças, comparações e do sentimento de culpa... Mas não me livrei! O aniversário de  cinco anos se aproxima e agora tem a angústia da alfabetização. Em post recente, eu contei do entusiasmo da Laís com a leitura, que ia começar a alfabetizá-la em casa, etc.  Só que hoje, quando comecei, notei que não vai ser nada fácil, é provável que demore bem mais do que eu estava imaginando...exatamente como foi com todas as outras etapas... Eu sei, já devia estar conformada, mas é que agora o buraco é mais embaixo, a pisada é no meu calo. Eu não sou uma mãe qualquer, sou uma pedagoga que trabalha com formação de professores alfabetizadores, tenho cursos, experiência, um nome a zelar!!!! E aí as pessoas vêm me dizer felizes como seus filhos são inteligentes, adiantados, pensam rápido... eu não consigo escapar de não ficar arrasada! Logo eu, que já tranquilizei tantas mães dizendo para respeitar o tempo de aprendizagem de cada criança, que cada um é mais hábil nesta ou naquela coisa, sinto na pele o sofrimento de cada uma, enxergo com mais clareza o sentido da lágrima caída... Sei que não vai ser fácil carregar este pequeno fardo (fardo grande é doença), mas tentarei não pressioná-las, tentarei não prestar atenção nos comentários maldosos, tentarei contar outras pequenas vitórias para não me sentir tão mal assim, tentarei (juro!) compará-las somente com elas mesmas e fazer deste momento tão mágico de esforço e conquista, uma estrada mais leve e de caminho seguro, como sempre foi a alfabetização de todos os meus alunos, retirando as pedras uma a uma, afinal de contas, cada hora tem a sua coisa... Por que haveria de ser diferente com elas? Só porque sou EU a mãe?

domingo, 16 de dezembro de 2012

Louca para aprender a ler


Os amigos que reclamavam que eu escrevia mais sobre a Laís devem estar satisfeitos agora, pois notei ao publicar o último artigo que dá Ísis neste blog, e ainda faltam muitas histórias para contar, inclusive da busca por uma boa fonoaudióloga, que a dela fazia reclamar...  Pois é,  escreverei sobre a Laís então, que (agora sim) está sedenta por aprender a ler.  Quis escrever ela mesma a cartinha para o Papai Noel, clamou por um alfabeto móvel, quer repetir a história dos livros diversas vezes de memória, pergunta o tempo todo onde está escrito cada coisa. Eu me rendi e espero apenas a compra de uma impressora para começar a alfabetizá-la, sinto que ela não vai aguentar esperar até completar seis anos... alfabetizei tantas crianças, por que não com minha própria filha? Ao mesmo tempo, tenho o máximo cuidado para não me empolgar e intervir mais do que devo... se bem que ela mesma se cansa e me coloca o freio: “Ah, mãe, agora eu vou escrever assim...”  e faz umas cobrinhas imitando a escrita corrida dos adultos. Eu pergunto: “Mas não vai usar as letras?” Ela faz carinha de descaso e diz: “Ah, não, deixa eu escrever do jeito de criança...”

sábado, 15 de dezembro de 2012

Um susto e... três pontos na testa!


Esses dias, além do maior volume de trabalho (comum nos finais de ano), tivemos algumas surpresas. Estávamos nos preparando para dormir quando ouço uma gritaria. Chegando ao meu quarto me deparo com a Ísis chorando, caindo sangue da testa. Tão comportada, jogou-se na minha cama  mas não contava com a quina da madeira na parede. Fomos à emergência, tarde da noite. Confesso que fiquei tão nervosa que paralisei, meu marido é que cuidou de tudo, estancou o sangue e colocou gelo. Eu conseguia andar de um lado para o outro, feito barata tonta. Ela gritava de dor e susto e a irmã de susto. (Laís tem nojo de cabelo, que dirá ver sangue, ela quase teve uma síncope!) Fomos à emergência e o resultado foram três pontos na testa, muito inchaço, cabeça enfaixada e preocupação. O raio X deu normal, mas o susto foi grande. No dia seguinte desinchou bastante e tive calma suficiente para colocar a foto dela no facebook. Era olhar e adivinhar que foi arte... Parece coisa de nada, mas o nosso coração sofre muito quando o assunto é a saúde do filho da gente, dormi umas três noites ao lado da cama dela com medo de acontecer alguma coisa. Amanhã voltaremos ao hospital para rever o corte pois apareceram dois hematomas, um ao lado de cada olho, será que o sangue desceu? 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Tinha uma LUA no meio da página...

Era uma vez uma menina ligada nos duzentos e vinte volts. Sem parar, agitada toda a vida, curiosa como ela , ninguém conseguia segurar a imaginação, a alma e muito menos o corpo daquela criança. Filha minha, esqueci de dizer. Depois de fazer gritaria na rua, show nos consultórios e corredores de shopping, ainda dá uma piscadinha para a gente perder o rebolado. Pois é, não havia nada que segurasse esta moça numa cadeira... Até que um dia chegou algo feito carta em envelope cor-de-laranja, que a gente abriu correndinho, estávamos esperando. Era ela, a coleção de livros do Itaú. Li o primeiro livro por pedido da irmã dela, uma literata nata. Li o segundo pela metade. Tinha coisa mais interessante passando na TV. E o Lino ficou ali, caído no chão, ao alcance dos seus dedinhos. Pediu para ler, coisa que ela nunca faz. Quando o Lino apresentou a Lua seus olhos arregalaram feito nunca tivessem visto nada igual. “Ela tem uma LUA na barriga!” Foi ao fim da história, acariciou a página, suspirou de espanto, voltou ao início, recomeçou; e tudo que era comentário virou papo-poesia. A mãe lembrou do dia em que ela pediu a LUA de presente, do nome da irmã que também era ESTRELA, da dona Sofia do mesmo André que tinha a poesia tatuada nas paredes de casa... e derramou umas lagriminhas que a menina nem viu, nem sentiu quando a voz que lia tremeu; mas elas se juntaram às pontas de vento que sopravam do livro quando  Estrela rodopiava com o Lino e voaram para longe, janela afora. Rumo à LUA?

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Quero jogar futebol!!!!

Laís já acordou com todo o gás. Pediu para colocar o uniforme do Vasco e ficou assim, o dia inteiro, com a bola na mão esperando que o pai a levasse para jogar futebol na quadra. Mas com a Ísis doente, nada feito. Passou o dia vendo dvds. Tadinha, vamos rezar para que o verão chegue logo, filha, aí você vai jogar futebol quantas vezes você quiser!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Menina Taká, primeiro livro da Laís

Laís trabalha no seu primeiro livro: "Menina Taká", personagem que ela criou, batizou e conta com a minha ajuda para colocar no papel. Já escrevemos a primeira parte, mas ela quer sempre terminar e com "felizes para sempre", como nos contos de fadas. No entanto, a Menina Taká parece mais ter saído de um conto de ficção científica, sua aparência física não tem nada de convencional. Quanto mais eu pergunto sobre ela mais a Laís se empolga e inventa mais detalhes sobre ela. Não tem muito "mais"? Pois é. A mãe escritora tomou um pito da Clarice mirim: "Mãe, não é pra colocar toda hora Menina Taká, Menina Taká!" Eu, que só quis acompanhar a fala dela, no lugar de emprestar a minha, fiquei sem palavras.



sábado, 12 de maio de 2012

Ser mãe é... (FELIZ DIA DAS MÃES!)


... sair correndo, brava, atrás dela pelos corredores do shopping enquanto todo mundo cai na gargalhada.

...ver filme dublado mesmo detestando simplesmente por não conseguir sentar para ler a legenda.

...engordar de tanto beliscar o biscoito, o pão de queijo, a batata frita e a pizza delas.

...abandonar a dieta saudável e começar a comprar biscoito, pão branco, açúcar refinado e... guloseimas para fazer chantagem na hora da comida. “Você come a cenoura que eu te dou chocolate!”

...interromper as compras mais de dez vezes para levá-las ao banheiro, mesmo sabendo que o intuito é fazer bagunça no mercado!

 ...ouvir “Eu te amomamãe” várias vezes por dia acompanhado de um abraço apertado.

FELIZ DIA DAS MÃES!

domingo, 6 de maio de 2012

Tudo novo de novo (no hospital)

Promessa de zoo com Fefê e Alice viraram um quase dia inteiro no hospital. De novo, Ísis com pneumonia e Laís com sinusite. Estava tentando o máximo evitar as emergências por conta da epidemia de dengue, mas não deu... a Laís parou de comer, e quando a gente a obriga, vomita tudo. Tava muito cheio, mães e pais estressados... De quebra, quando chego em casa, percebo que o antibiótico comprado na Pacheco estava com o lacre violado, vidro aberto e líquido derramado... Graças a Deus a farmácia aqui perto nos salvou... de novo!!!!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Vamos mudar um pouco essa história?

Eu acabara de ler o livro que terminava exatamente assim: “ E as histórias de Sherazade continuam encantando crianças e adultos até os dias de hoje”...

___ , mas não foram felizes para sempre...
___ Eles foram felizes para sempre.
___ Mas ela não é princesa!
___ É sim.
___ Ela não tem vestido...
___ A roupa dela é diferente.
___ O vestido é amarelo... e ela não se casou com o príncipe...
___ Fez melhor, se casou direto com o rei.
___ Mas não é príncipe... ela não tem príncipe... Vamos fazer um príncipe pra ela, dobrar pequenininho e colocar dentro da história!

sábado, 18 de fevereiro de 2012

É Carnaval, gente!


A varinha quebrou, a coroa machucou, o vestido respingou, mas ninguém perdeu o pique!

Quem quiser conferir, tem novo artigo no outro blog:  

maeemdosedupla.bebeblog.com.br

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Depois da tempestade...

Depois da tempestade, vem a bonança... Quinze dias em recuperação, e o diagnóstico foi exatamente o mesmo de meses atrás: pneumonia na Ísis e sinusite na Laís. Só que desta vez o antibiótico demorou a fazer efeito e ainda persiste (mas pouco) uma tosse muito intensa, tipo da que já fez o pai delas desmaiar algumas vezes. O meu medo aumenta, uma vez que já vi acontecer com ele, pinta um desespero. À noite fica difícil dormir... Os remédios de rotina já são muitos, em episódios deste tipo dobram de número, inclusive as contas da farmácia, que sobem assustadoramente!!! Hoje fez um solzinho, descemos pro parquinho. Coitadas, estavam há quinze dias sem pôr a cara na rua...

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Diário das superescritoras mirins


Depois de ver um programa onde as crianças falavam sobre a escrita de um diário, Laís resolveu escrever um. No dia dividi um bloco que eu tinha entre as duas e apontei os lápis. No dia seguinte, Laís me intimou a levar uma página do diário para o trabalho. Era a MINHA página. Hoje comprei um caderninho para alimentar esta vontade nas duas. Setenta centavos apenas, mas precisa ver a alegria que provocou. Ísis imita os adultos e pergunta: “Qual o seu nome?” , e ai de mim que não o diga inteirinho. Em seguida ela vai escrevendo de carreirinha e repetindo para si, bem pausadamente e em tom baixo, o meu nome com a palavramamãe” no meio. Daqui a pouco pergunta de novo, de novo, de novo...Para completar comprei um DVD que elas adoram, Tinker Bell 3, e no filme a menina também faz um diário, que de pesquisa científica. Agora, folheando as páginas vejo que elas se preocupam em respeitar os limites da linha do caderno, vejam , tão miúdas... Juro que não influenciei em nada, eu nem contei pra ninguém que ainda tenho diário (secreto)...

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Diário de uma (nova) internação - parte I

Já disse antes (ou pior, escrevi) que doenças não seriam mais o meu assunto neste blog, mas algumas coisas são inevitáveis na vida. Acabamos de vir de uma internação de 7 dias por adenite e amigdalite. Não preciso nem dizer de quem, né? Pois é, a Laís continua com a imunidade em baixa, acredito eu por falta de comer frutas, principalmente. Como o paladar dela é muito seletivo, até os suplementos ficam complicados de se administrar. Sobraram coisas boas e ruins, posso dizer que foram sete dias bem "animados". Vou contando aos poucos, aqui e no outro blog, pois costumo atualizá-los com posts distintos.


Começando bem, acho que foram sempre muito legais as visitas das contadoras de histórias da "Associação Viva e deixe viver", que fizeram a alegria da Laís. Incansável, ela esperava ansiosamente e deliciava-se com cada palavra. Aproveito para parabenizar estas pessoas pelo trabalho lindo que realizam.

domingo, 15 de maio de 2011

Odeio inverno porque...

... a crise respiratória se instala acompanhada de muita tosse, catarro, mil remédios e inúmeras noites sem dormir. Este ano está pior, os lábios chegam a estar pálidos, apareceram olheiras de novo. Fazemos nebulização com broncodilatador no mínimo duas vezes ao dia. Esta crise já dura mais de um mês. A medicação tem feito da Ísis, que é comilona e alegre, uma menina sem apetite e mal-humorada.

...elas choram pra tomar banho. Durante todo o verão elas tomam banho comigo, mas nesta época nem posso sonhar em banhá-las com água quente, do tipo que eu gosto. Conclusão: eu morro de frio, elas também.

...as roupas de frio são bem menos duradouras que as de calor. O vestido vai ficando um pouco curtinho, mas a gente continua usando, já as calças compridas e casacos não dá nem pra disfarçar, elas perdem mesmo. O jeito é improvisar colocando legging com short ou saia jeans e jogando um casaco em cima. Ou usar vestido com meia calça e blusa de manga longa por baixo, como dá pra ver na foto (como ela foi tirada no ano passado, as mangas desta blusa já estão quase no cotovelo da Ísis). É o jeito que a gente dá para termos de comprar o mínimo de peças possível.

...a retirada da fralda fica bem mais complicada. A Laís já completou o processo, apenas temos que correr um pouco mais no frio, para não escapar nada. Já a Ísis ainda tem um longo caminho a percorrer, só fica metade do dia sem fralda. Além disso, ela está tão grande que só uma marca cabe (POMPOM SXG) e fica difícil encontrar às vezes.

...acaba a farra de andar descalço em casa o dia todo. Elas ainda não acostumaram com o chinelo sem elástico atrás e o jeito é colocar as meias antiderrapantes que já estão pra lá de pequenas! Será que pantufas resolvem? Coitada da minha lavadeira que esfrega as meias! Se eu não a tivesse, jogaria todas na máquina direto. Quem duvida?

Bem, além de todas essas razões, eu simplesmente odeio frio e esta razão para mim já é suficiente. quando eu vejo alguém, no verão, dizendo que odeia o calor eu penso que só pode ser maluco e agradeço a Deus por estar suando em bicas!!!!!!!

sábado, 23 de abril de 2011

Aniversário de 3 anos na escola

Este ano resolvemos seguir os conselhos de tia Tania e optar pela simplicidade. Comemoramos na escola, junto com os coleguinhas delas. Apesar de curta, a festa foi bastante animada, todos curtiram muito! Não escapamos dos gastos, embora não tão grandes como se tivéssemos feito em casa, mas o mês foi complicado. Encomendamos um kit festa do lado de casa e o papai ficou encarregado dos cachorros-quentes e sucos. No mais, tranquilidade absoluta, menos cansativo... É claro que sentimos falta dos amigos, mas outras oportunidades surgirão, se Deus quiser! O importante é que a data não passou em branco, apesar dos bolsos vazios...


sábado, 12 de março de 2011

A primeira peça de teatro...a gente nunca esquece!

Hoje Laís e Ísis foram pela primeira vez ao teatro. Elas já assistiram a alguns shows, mas numa sala de espetáculos elas nunca haviam pisado antes. Já tínhamos tentado em outra ocasião, mas a peça foi cancelada e terminamos o dia no parquinho do shopping. Hoje aproveitei a proximidade de casa e o precinho bem camarada para convencer o papai em largar as delícias da TV paga. Foi difícil (a disputa era desigual, uma história infantil contra trocentos canais de filmes) mas conseguimos chegar lá. Eu temia pela Ísis e seu curtíssimo intervalo de concentração, mas escolhi uma história que é bem a cara dela, forte admiradora do céu: “Joaquim e as estrelas”. O sinal tocou três vezes e, ao apagar as luzes, eu não consegui segurar as lágrimas. Mas desta vez, diferente das outras, não foi só pelo texto e encenação sensível, mas principalmente por ter a feliz oportunidade de apreciar o comportamento fascinante das minhas rebentas. Duas ladies, cada uma com seu jeitinho. Laís com seu interesse impenetrável, concentradíssima, e Ísis, participando deliciosamente, não havia espectador que não sorrisse e virasse a cabeça para procurar a dona da voz pequenina que insistia em comentários espantados e risadas gostosas. Ofereci alguns biscoitos a fim de perpetuar o olhar atento, mas a cada vez que eu pensava em intervir de maneira mais enérgica, algo acontecia e ela voltava a prestar atenção. No carro, a Laís dormiu e Ísis, com a programação na mão, tentava recuperar a história através da fotografia. E eu, minha gente, não precisei de câmeras para registrar este momento. Preferi (de novo) deixar as imagens na memória, as palavras neste escrito e dizer só com o olhar: “Filhas, bem-vindas ao mundo da arte!”



segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Chapéu pra tirar foto

Agora virou rotina a Laís me pedir o chapéu e arrastar a irmã: "Tirar foto! Tirar foto!" Até de camisola...

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Primeiro dever de casa

No primeiro dever de casa elas foram disciplinadérrimas... Fizeram questão de verificar se as figuras não estavam de cabeça para baixo, de perguntar se estava certo antes de colar e de aceitar que terminou quando esgotou-se o espaço da folha do caderno. Em seguida, não se fizeram de rogadas e exigiram um novo dever, tive de inventar na hora e recortar uns bichos para satisfazer a sede de aula das pequerruchas. A pesquisa era da cor vermelha, mas volta e meia Ísis levanta um objeto de qualquer cor e grita: “É azul!”

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

sábado, 19 de fevereiro de 2011

A lua de Ísis

Não foi a primeira vez que você me pediu a lua. Da primeira vez eu achei inebriantemente fascinante este teu desejo incontestável, seu amor platônico por uma falsa estrela. Explica o teu incômodo com a luz do sol? Talvez. A força da figura mítica que não tem luz própria me invadiu e eu pude dizer: “Não dá, filha, tá muito longe...muito longe...” e continuei subindo as escadas te conduzindo pela mão. No entanto, pouco posso te guiar nas agruras do sonho. A lua nos seguiu –de novo- no caminho até em casa, repetindo o trajeto da primeira ocasião, que muito mais cheia, mas reluzente, ficou mais tempo enredada à janela do carro e desta vez você chorou, filha, um choro doído, de coração machucado mesmo quando ela se escondeu atrás de um prédio alto. “Somiu...”  Eu quis ficar triste, mas não pude, o desejo do impossível sempre foi o meu fraco. Quis pegar teclado, caneta ou lápis preto para desandar esta massa onírica de palavra e tatuar teu primeiro pedido epifânico: “Mamãe, eu quero a lua! É minha!” Não senti ter de dizer que está muito longe porque -como eu disse- os amores platônicos, as veredas espinhosas, os desertos intermináveis, o desejo do impossível sempre foi o meu fraco. E agora, filha, estamos mais perto do que nunca...